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2026

Perdi a essência de escrever para me libertar. Hoje me afogo em silêncios e acho graça da dor. Aceito que não sou eu mesma, mas sim um fantasma.  A vida segue ao redor e continuo no mesmo espaço.  O meu eu morreu e cá estou a tentar ressuscitar ou reencontrar o que sobrou.  Um fantasma.  Assombrada pelo passado e descrente do futuro.  Ainda há pessoas boas lá fora? Há!  Ainda existe amor verdadeiro? Sim.  A vida ainda vale a pena ser vivida? Sim.  Continuo tentando.... Continuo falhando.... E o tempo continua passando.  O relógio não para de girar, me encontre a meia noite. 
Há dias que minha memória me condena a dor,  Como se revisita-se todas as dores em uma única vez, acompanhando em meus pensamentos todos os "você nunca vai ser" já ditos em frases frias ou em tom de brincadeiras.  Sento-me a mesa com várias cadeiras em volta e cada me mostra tudo que eu sou ou não sou, riem, zombam, diminuem enquanto me servem o mesmo veneno que destilam. Nestes dias me sinto morta e renascer no dia seguinte é obrigatório. Não renasço, finjo, seguro a dor nos ombros e me levanto da cama, desejando em meu íntimo que tudo isso acabe.    A felicidade é um pássaro que nunca pousou por aqui . 
Eu devia ser grata. Passei por situações dolorosas que poucas pessoas sabem, E por outras que levarei ao túmulo.  Me fizeram mais forte,  Mas ainda me assombram.  Há dias que eu queria desistir de tudo,  Há dias que eu tenho certeza que não devia ter nascido,  Há dias que eu só quero que passem  Há dias que eu desejo ter vontade de viver.  Mas eu devia ser grata. Sinto que estou afogando,  Já não consigo mais fingir nadar na corrente.  Mas ainda assim tento,  Tento ser uma boa pessoa todos os dias,  Tento colocar meus sentimentos verdadeiros escondidos atrás da máscara do sorriso.  Tento ser grata.  A vida passa a minha volta e eu só estou parada, Faço parte da paisagem que ninguém nota,  Estou cansada.  Mas tento ainda assim, ser grata. 
Eu sou inteira,  Mas a cada dia encontro novos pedaços de mim mesma por aí.
Queria mandar um oi no fim de tarde, dizer que ontem pensei em você e antes de ontem também, e hoje. Queria ter essa leveza do amor que acaba e deixa o peito sem dor, a memória só com os momentos, como se a a saudade fosse só uma passagem entre o antes e o agora.  Queria ouvir você dizer que sente muito, que também pensa em mim e ainda lembra do toque dos meus dedos nos teus cabelos pela manhã.  Cada vez menos sinto sua ausência entre os dias, a lembrança assombra, dói, mas diminui a cada dia. O carinho, fica. Suporto o impulso de mostrar que ainda sinto, como se teu nome não tivesse arranhado as paredes do meu peito e deixado marcas.  Suporto por mim, depois de gastar todas as tentativas de te manter perto. Não se trata mais de orgulho e sim de amor próprio. Mas te escrevo vez ou outra, mensagens que não vão chegar aos seus olhos como se fossem segredos, que pelas suas costas eu ainda te lembro.  Uma vez te perguntei o que era o amor e você triste me respondeu que e...
Ontem pensei em te mandar uma mensagem só para perguntar se está bem, mas desisti. A sensação de estar correndo atrás de alguém que já me esqueceu me dói. Mas eu espero que esteja bem, espero que esteja feliz e só isso que desejo agora. 
O amor acontece.  Aconteceu quando te conheci,  Aconteceu antes de você e  Provavelmente acontecerá de novo.  Mas desta vez não preciso de autorização,  Não preciso provar mais nada E já não me importa o que vão pensar.  O amor acontece,  Não tem como controlar,  Razão ou tempo não apaga. Mas um dia aprendemos que o amor é individual,  De tantas formas e tamanhos, e gostos e cores, E bocas e corpos.  Nunca fui capaz de controlar o meu.  Aprendi entre amores impossíveis e decepções mal resolvidas que o amor que sinto é meu.  Me transbordo, me assumo, me dôo e eu mesma me sufoco.  O amor acontece e as vezes não,  Aconteceu quando te conheci, Mas não aconteceu quando você me conheceu.  Você tentou me conhecer?