Há dias que minha memória me condena a dor, 
Como se revisita-se todas as dores em uma única vez, acompanhando em meus pensamentos todos os "você nunca vai ser" já ditos em frases frias ou em tom de brincadeiras. 
Sento-me a mesa com várias cadeiras em volta e cada me mostra tudo que eu sou ou não sou, riem, zombam, diminuem enquanto me servem o mesmo veneno que destilam. Nestes dias me sinto morta e renascer no dia seguinte é obrigatório. Não renasço, finjo, seguro a dor nos ombros e me levanto da cama, desejando em meu íntimo que tudo isso acabe. 


 A felicidade é um pássaro que nunca pousou por aqui

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