Queria mandar um oi no fim de tarde, dizer que ontem pensei em você e antes de ontem também, e hoje. Queria ter essa leveza do amor que acaba e deixa o peito sem dor, a memória só com os momentos, como se a a saudade fosse só uma passagem entre o antes e o agora.
Queria ouvir você dizer que sente muito, que também pensa em mim e ainda lembra do toque dos meus dedos nos teus cabelos pela manhã.
Cada vez menos sinto sua ausência entre os dias, a lembrança assombra, dói, mas diminui a cada dia. O carinho, fica. Suporto o impulso de mostrar que ainda sinto, como se teu nome não tivesse arranhado as paredes do meu peito e deixado marcas.
Suporto por mim, depois de gastar todas as tentativas de te manter perto. Não se trata mais de orgulho e sim de amor próprio. Mas te escrevo vez ou outra, mensagens que não vão chegar aos seus olhos como se fossem segredos, que pelas suas costas eu ainda te lembro.
Uma vez te perguntei o que era o amor e você triste me respondeu que era companheirismo e tempo, como seus pais. Eu te disse que amor era pra sempre e que não escolhemos quem nosso coração ama. Você respondeu que amor a gente dá e passa. Fiquei em silêncio, envergonhada, meus amores não passaram, aprendi a viver sem eles, mas não a esquecê-los. Guardei o "eu te amo" na garganta, você foi amor.
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