Quando eu lembro de respirar
Segundo a psicologia, medo é o estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência. Na prática, o medo é aquele frio na barriga quando vamos levantar vôo. É o coração acelerado, pode te paralisar ou em alguns casos te fazer fugir o mais rápido que puder. É também a dor de estômago, fator que desencadeia uma crise de ansiedade, é cada descida na montanha russa e subida no barco pirata. É o que vem antes de aprender algo novo e o que sentimos na possibilidade de perder alguém que amamos. Pode ser bom ou ruim, mas acima de tudo é inevitável.
Eu tenho medos que me paralisam as vezes, medos que me chocam só a possibilidade de algo ruim acontecer a alguém que amo, medo de machucar alguém e medo de me machucar. Medo de dizer a alguém que esse sentimento existe dentro de mim e parecer fraca.
As vezes eu perco o fôlego pensando, as vezes me tremo na simples de ideia de não corresponder as expectativas, de não ser alguém suficiente para ser amada. Medo de não sair do lugar, que não é confortável...mas conhecido.
Mas então as horas passam, os dias passam e eu permaneço. Eu sinto o cheiro da chuva, da terra e das manhãs quando as flores que a minha mãe planta soltam o perfume logo que o sol aparece. A esperança é um suspiro, de alívio. Equilibra a balança, sustenta os dias e me mantém aqui: viva.
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