"O problema é que as vezes a gente entra no buraco e esquece de olhar para a escada"
A crise chega, seja ela financeira, amorosa, familiar ou de idade. A gente cansa, corre uma maratona só nossa, cansa novamente, corre mais, para e bebe um pouco de água fresca a sombra e depois volta a correr, nunca acaba, sempre cansa alguma hora. Sintomas de uma vida com emoção, mesmo que por vezes até demais.
O bom dessa vida, são os participantes, aqueles que vemos em suas próprias corridas no decorrer da nossa. Alguns nos passam, outros ficam para trás, outros são comuns (raros) encontrar várias vezes no decorrer da maratona, nos acostumamos. Nos entendemos, e, vez ou outra até paramos para descansar juntos. Nostalgia, momentos de respiro.
Não importa a analogia: poço, túnel, barco, corrida ou aqueles retalhos. Não estar sozinha é uma alívio, imagina, desvanear sem que entendam? Quem irá entender os textos produzidos em madrugadas frias e solitárias? Há sempre alguém, sorte (minha) encontrar.
Kah, bom te re(encontrar). Orgulhe-se de si, olha a escada ali, coragem, suba nela e segue. Em algum lugar vai dar, quem sabe naquela rede de remendos, somos de carne e osso, mas também somos ferro (forjados) duras na queda (e na subida).
Um abraço, pois é só lembrar de ti para me sentir abraçada também!
P.S: Pensando bem, quero ser a colcha de retalhos da Eva Green.
Comentários
Postar um comentário